Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro....
Amiga, última doçura
A tranquilidade suavizou minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar..
Vinicius de Morais
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Outra Canoa
"Agora, ela sabia: um livro é uma canoa. Esse era o barco que lhe faltava em Antigamente. Tivesse livros e ela faria a travessia para o outro lado do mundo, para o outro lado de si mesma"
Mia Couto. "O outro pé da sereia"
Mia Couto. "O outro pé da sereia"
O Jangadeiro Amoroso
O Jangadeiro amoroso
Vai nas ondas a cantar
E a jangada aventuroso
Vai levando sobre o mar
Enquanto as ondas prateadas
Vão cantando o seu poema
E nas brisas perfumadas
Ouve-se a voz de Iracema
Nas campinas de esmeraldas
Tão verde da cor do mar
Do sol ao brilho que escalda
Vai-se um povo a trabalhar
Valentim Magalhães - Gazeta de Noticias
Vai nas ondas a cantar
E a jangada aventuroso
Vai levando sobre o mar
Enquanto as ondas prateadas
Vão cantando o seu poema
E nas brisas perfumadas
Ouve-se a voz de Iracema
Nas campinas de esmeraldas
Tão verde da cor do mar
Do sol ao brilho que escalda
Vai-se um povo a trabalhar
Valentim Magalhães - Gazeta de Noticias
domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
A grande chuva
Grande chuva
Lagrimas
Seio do céu
Alimenta a terra
Grande chuva
Relâmpago
Lanterna do céu
Pra clarear grande terrra!
Sim!
Estou nua
A chuva escoa
Sim!
Estou, sua
O barulho ecoa
Sim!
Estou....
Lagrimas
Seio do céu
Alimenta a terra
Grande chuva
Relâmpago
Lanterna do céu
Pra clarear grande terrra!
Sim!
Estou nua
A chuva escoa
Sim!
Estou, sua
O barulho ecoa
Sim!
Estou....
Flores em concha
Luz do mar
escondida do alto
conchas em flores
desabrocham no peito
emoção infinita
Um homem coleciona
flores em concha
Perolas rolam do peito
aos olhos
sinalizam o outono do inverno
Uma mulher vestida de plancton
chora estrelas
tecidas na sombra da primavera
Eterno mar
Mergulho da gota
encandescente
no verão circular
oceano.
escondida do alto
conchas em flores
desabrocham no peito
emoção infinita
Um homem coleciona
flores em concha
Perolas rolam do peito
aos olhos
sinalizam o outono do inverno
Uma mulher vestida de plancton
chora estrelas
tecidas na sombra da primavera
Eterno mar
Mergulho da gota
encandescente
no verão circular
oceano.
Espelho
Sagrado Mar
Santificado
Divino amoroso em extensão
Venera um marinheiro ausente
Repleto de ar
Presenteia, seduz
Espelho lunar
Estrelas no mar
Tua bondade inspirada
cheira terra
Suspira o ramo verde
Raiz permanente
Algas verdes iluminadas, cintilantes
Percorrem o horizonte
A ultima folha cai
Na noturna viagem
que fulgura a essência
da solidão desfrutar
Sigo
Sou rio
Sigo
Alimento
Das margens carrego, arrasto
O doce das pedras
Fluo
Sigo
Recebo chuvas
Cresço
Escorrego por vales
Afino
Sigo
Avisto o mar, desejo me dar
Sigo
Minhas águas, querem salgar
Morrer!
Nascer mar!
Sigo
Alimento
Das margens carrego, arrasto
O doce das pedras
Fluo
Sigo
Recebo chuvas
Cresço
Escorrego por vales
Afino
Sigo
Avisto o mar, desejo me dar
Sigo
Minhas águas, querem salgar
Morrer!
Nascer mar!
Vaporoso
Na bruma vaporosa que se faz
com o calor das palavras
derramo sobre teu pescoço
a fantasia translúcida
revelada pela luz de tua imagem
mistica, plena e obscena
Boca, olhos, peito
braços, ventre e pescoço
colorem a ação da luz
Devagar
sem pressa
tua energia radiante
luminoso êxtase
Amanhece e anoitece
e mim...
com o calor das palavras
derramo sobre teu pescoço
a fantasia translúcida
revelada pela luz de tua imagem
mistica, plena e obscena
Boca, olhos, peito
braços, ventre e pescoço
colorem a ação da luz
Devagar
sem pressa
tua energia radiante
luminoso êxtase
Amanhece e anoitece
e mim...
Vazante
Suas mãos
levando a boca
minha fruta
Selvagem
Mar eterno
Poesia minha, teus braços
Desenhos de luz
Desenhos de ti
Melodia, teu peito
sensível, forte
em branco e preto
No mistério das sequências
Meu apetite, teu ventre
Teus olhos de desejo
barco rumo, mar de dentro
Perco o prumo
Avança mais fundo
Aportando já sem razão
Pra lá de mim
Onde tua boca
Carinho meu
amansa com calma
a maré vazante
de mim
levando a boca
minha fruta
Selvagem
Mar eterno
Poesia minha, teus braços
Desenhos de luz
Desenhos de ti
Melodia, teu peito
sensível, forte
em branco e preto
No mistério das sequências
Meu apetite, teu ventre
Teus olhos de desejo
barco rumo, mar de dentro
Perco o prumo
Avança mais fundo
Aportando já sem razão
Pra lá de mim
Onde tua boca
Carinho meu
amansa com calma
a maré vazante
de mim
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
(Carranca de Proa)
LXVIII A MENINA de madeira não chegou caminhando: ali esteve de súbito sentada nos ladrilhos, velhas flores do mar cobriam sua cabeça, seu olhar tinha tristeza de raízes. Ali ficou olhando nossas vidas abertas, o ir e ser e andar e voltar pela terra, o dia descobrindo suas pétalas graduais. Vigiava sem ver-nos a menina de madeira. A menina coroada pelas antigas ondas ali fitava com seus olhos derrotados: sabia que vivemos numa rede remota de tempo e água e ondas e sons e chuva, sem saber se existimos ou se somos seu sonho. Esta é a história da moça de madeira.
Pablo Neruda - Cem Sonetos de Amor
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
vagaroso
Sua onda mansa
Entrada de mangue
Quente
Umido
Desfila entre os dedos
a vagar
Não mostra aonde vai
vagarosamente..
ocupando, encostando
escorrendo na vazante
Na espera da maré
Viver
Entrada de mangue
Quente
Umido
Desfila entre os dedos
a vagar
Não mostra aonde vai
vagarosamente..
ocupando, encostando
escorrendo na vazante
Na espera da maré
Viver
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O Rio e o Oceano
Diz-se que,
mesmo antes de um rio cair no oceano
ele treme de medo.
Olha para trás,
para toda a jornada,
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso
através das florestas,
através dos povoados,
e vê à sua frente
um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece.
Porque, apenas então,
o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
- O Rio e o Oceano -
(Osho)
mesmo antes de um rio cair no oceano
ele treme de medo.
Olha para trás,
para toda a jornada,
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso
através das florestas,
através dos povoados,
e vê à sua frente
um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece.
Porque, apenas então,
o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
- O Rio e o Oceano -
(Osho)
sábado, 29 de maio de 2010
quando no mar há a lua...
http://www.youtube.com/watch?v=-BeG0fMIQC8
Meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde há realidade...
Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...
Ah, se eu fosse marinheiro
Seria dôce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar...
Leste, Oeste, Norte, Sul
Onde o homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar há a lua...
Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro...
Adriana Calcanhotto
Composição: Paulo Machado / Antonio Cicero
Meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde há realidade...
Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...
Ah, se eu fosse marinheiro
Seria dôce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar...
Leste, Oeste, Norte, Sul
Onde o homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar há a lua...
Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro...
Adriana Calcanhotto
Composição: Paulo Machado / Antonio Cicero
“Naïfs no Mar”
Exposição Naïfs no Mar continua até o final de junho
A mostra “Naïfs no Mar”, inaugurada no Pólo Cultural Adaly Coelho Passos, durante a Virada Cultural em Caraguá, encantou o público com as lindas paisagens do mar e as tradições do povo caiçara, e permanece na cidade até 28 de junho.
A exposição Naïfs, que em francês significa ingênuo, recebeu 406 visitantes durante os dois dias da Virada. O acervo reúne 44 quadros de 18 artistas do estilo, e de vários estados do Brasil, onde a principal característica de cada um é a ligação com o cenário praiano e a expressão dos sentimentos, em busca da liberdade de composição, perspectivas e cores.
Serviço:
“Naïfs no Mar”
De terça à sábado, das 10h às 18h, e no domingo das 13h às 18h
Entrada gratuita
Endereço do Pólo Cultural: Praça Dr. Cândido Motta, nº 72.
Tel. (12) 3883-9188
A exposição Naïfs, que em francês significa ingênuo, recebeu 406 visitantes durante os dois dias da Virada. O acervo reúne 44 quadros de 18 artistas do estilo, e de vários estados do Brasil, onde a principal característica de cada um é a ligação com o cenário praiano e a expressão dos sentimentos, em busca da liberdade de composição, perspectivas e cores.
Serviço:
“Naïfs no Mar”
De terça à sábado, das 10h às 18h, e no domingo das 13h às 18h
Entrada gratuita
Endereço do Pólo Cultural: Praça Dr. Cândido Motta, nº 72.
Tel. (12) 3883-9188
Fonte: http://www.caraguatatuba.sp.gov.br/noticias.php?cdn=4127
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Sea Of Love
Come with me
My love
To the sea
The sea of love
I wanna tell you
How much
I love you
Do you remember
When we met
That's the day
I knew you were my pet
I wanna tell you
How much
I love you
Come with me
My love
To the sea
The sea of love
I wanna tell you
How much
I love you
Cat Power




