sábado, 11 de dezembro de 2010

Vazante

Suas mãos
levando a boca
minha fruta
Selvagem
Mar eterno
Poesia minha, teus braços
Desenhos de luz
Desenhos de ti
Melodia, teu peito
sensível, forte
em branco e preto
No mistério das sequências
Meu apetite, teu ventre

Teus olhos de desejo
barco rumo, mar de dentro
Perco o prumo
Avança mais fundo
Aportando já sem razão
Pra lá de mim
Onde tua boca
Carinho meu
amansa com calma
a maré vazante
de mim

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