segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

vagaroso

Sua onda mansa
Entrada de mangue
Quente
Umido
Desfila entre os dedos
a vagar
Não mostra aonde vai
vagarosamente..
ocupando, encostando
escorrendo na vazante
Na espera da maré
Viver

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Rio e o Oceano


 Diz-se que,
mesmo antes de um rio cair no oceano
ele treme de medo.
Olha para trás,
para toda a jornada,
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso
através das florestas,
através dos povoados,
e vê à sua frente
um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece.
Porque, apenas então,
o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
- O Rio e o Oceano -

(Osho)

sábado, 29 de maio de 2010

quando no mar há a lua...

http://www.youtube.com/watch?v=-BeG0fMIQC8

Meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde há realidade...

Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...

Ah, se eu fosse marinheiro
Seria dôce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar...

Leste, Oeste, Norte, Sul
Onde o homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar há a lua...

Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro...

Adriana Calcanhotto
Composição: Paulo Machado / Antonio Cicero

“Naïfs no Mar”












Exposição Naïfs no Mar continua até o final de junho


A mostra “Naïfs no Mar”, inaugurada no Pólo Cultural Adaly Coelho Passos, durante a Virada Cultural em Caraguá, encantou o público com as lindas paisagens do mar e as tradições do povo caiçara, e permanece na cidade até 28 de junho.

A exposição Naïfs, que em francês significa ingênuo, recebeu 406 visitantes durante os dois dias da Virada. O acervo reúne 44 quadros de 18 artistas do estilo, e de vários estados do Brasil, onde a principal característica de cada um é a ligação com o cenário praiano e a expressão dos sentimentos, em busca da liberdade de composição, perspectivas e cores.

Serviço:

“Naïfs no Mar”
De terça à sábado, das 10h às 18h, e no domingo das 13h às 18h
Entrada gratuita
Endereço do Pólo Cultural: Praça Dr. Cândido Motta, nº 72.
Tel. (12) 3883-9188
 
Fonte: http://www.caraguatatuba.sp.gov.br/noticias.php?cdn=4127

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sea Of Love

Come with me
My love
To the sea
The sea of love

I wanna tell you
How much
I love you

Do you remember
When we met
That's the day
I knew you were my pet

I wanna tell you
How much
I love you

Come with me
My love
To the sea
The sea of love

I wanna tell you
How much
I love you
 
Cat Power

Cat Power - I Found a Reason

"What comes is better than what came before"


"What comes is better than what came before" Cat Power

http://www.youtube.com/watch?v=uEApf_FT25M

quinta-feira, 29 de abril de 2010

travessia

 "....Casa é Ilha. E o teu amor é sempre travessia. "





Hilda Hilst - Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão

...peixes rosados...


















Se for possível, manda-me dizer:
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia,
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver



Hilda Hilst - Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Celular de Naná


O celular de Naná é a lua
A lua é o celular de Naná

Um banho de mar... banho de cachoeira
Um banho de rio ...um banho de rosa
Que beleza é o mar!!

Otto

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nego véio chegou da maré....


















Nego véio chegou bem suado, tá sujo de lama
Dormiu sem ter cama
Porque ele veio da maré.

Nego Véio tomou o seu banho
Ficou perfumado
Chamou Nega Véia pra dançar nesse afoxé!

Vestiu camisa vermelha
Lenço amarelado no dorso
Problema pra ele é besteira
Que ele deixou na maré

E agora nego só quer dançar,
Ele quer dançar pra ver muita paz no seu coração!

Goreé - Naná Vasconcelos (Minha Lôa)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O MAR
















Me cabe,
se transborda
no calor
Sugo cada gota
Saliva


Teu mar
Refresco
O barulho
Embriaga
Desliza pelos dedos

Teu cheiro de sal
O gosto do teu peito
em meu peito
Pele
Escorrendo
Teu mel
Pelo vento
Transportado

Inspiro
Marulhos
Deságuo
Cardumes

terça-feira, 16 de março de 2010

Soy Tuya

Me gusta desarmarme arriba tuyo
me gusta demasiado ensuciarte
besar tu flor, inmediata, besarte atrás y adelante,

Me gusta tanto que me encante,
que quiero hasta la locura,
desarmarme en el vaivén de tu cintura,
y remar sobre tu espalda y naufragarte,

Soy tuyo, con mi mayor convicción,
soy tuyo con toda la fuerza de mi corazón,
que es tuyo, y como cada pensamiento mío,
es tuyo , soy tuyo.

Soy tuyo, con mi mayor convicción,
soy tuyo con toda la fuerza de mi corazón,
que es tuyo, y como cada pensamiento mío,
es tuyo , soy tuyo.

Soy tuyo de Andres Calamaro

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Por mim, por ele














Lancei-me ao mar
por dias
e dias
sois e chuvas
tempestades
calmarias
maré mansa
lancei alto meu coração
sem medo
confio a ele
meu planos...minhas preces

Lancei
Inteira...alma, corpo e poesia
Entrego sonhos, desejos, você
Inteiro azul
Tudo, tudo
Pará semfim
Olhe por ele, por mim.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

One Tree Hill














We turn away to face the cold, enduring chill
As the day begs the night for mercy, love.

A sun so bright it leaves no shadows
Only scars carved into stone on the face of earth.

The moon is up and over One Tree Hill
We see the sun go down in your eyes.

You run like a river runs to the sea
You run like a river runs to the sea.

And in the world, a heart of darkness, a fire-zone
Where poets speak their heart then bleed for it

Jara sang, his song a weapon in the hands of love.
You know his blood still cries from the ground.

It runs like a river runs to the sea.
It runs like a river to the sea.

I don't believe in painted roses or bleeding hearts
While bullets rape the night of the merciful.

I'll see you again when the stars fall from the sky
And the moon has turned red over One Tree Hill.

We run like a river runs to the sea
We run like a river to the sea.

And when it's rainin', rainin' hard
That's when the rain will break a heart.

Rainin', rainin' in your heart
Rainin' in your heart.
Rainin', rain into your heart
Rainin', rainin', rainin'
Rain into your heart.
Rainin', ooh, rain in your heart, yeah.
Feel it.

Oh GREAT OCEAN
Oh great SEA
RUN to the ocean
Run TO THE sea.

U2

O mar real

" a coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente ao mar dentro do qual estava, pousada em cima duma mesa, uma maça enorme e vermelha...Não era nada fantástico, não era nada de imaginário: era a própria prsença do real que eu desconhecia...Em Homero reconheci essa felicidade nua e inteira, esse esplendor da presença das coisas...Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa em círculo onde o pássaro do real fica preso"
Shophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ode Marítma

"Os navios que entram a barra
Os navios que saem dos portos
Os navios que passam ao longe
(Suponho-me vendo-os duma praia deserta)
Todos estes navios abstratos quase na sua ida,
Todos estes navios assim comovem-me
como se fossem outra coisa
E não apenas navios indo e vindo"

(Fernando Pessoa)

Ode Marítma


"Cais errante refletido nas águas paradas,
Bulício a borda dos navios;
Ó alma errante e instável
Da gente que anda embarcada,
Da gente simbólica que passa
E com quem nada dura,
Que quando o navio volta ao porto
Há sempre qualquer alteração à bordo."

(Fernando Pessoa)