A busca pelo selvagem partiu da provocação de um olhar. Um olhar atento, um olhar profundo. Um olhar de bicho quando espreita a caça. Apartir dai tomou todos os meus sentidos. Hoje posso dizer que a provocação deste olhar foi um grande presente de ano novo. Desde então vivo uma eterna busca. Porque mecheu tanto comigo? O que significava aquele sentimento? E mais ainda porque me identificava tanto com ele? Fui devorando livros e casos de amores selvagens, naturais, silvestres. Repito que foi um grande presente. Ganhei de volta a literatura brasileira, deixada na estande do colégio. Comecei tudo denovo, um renascimento. Voltei para os clássicos e descobri um mundo encantado. O mundo da literatura, que eu na verdade nunca tinha me dado conta. Encontrei muitas pérolas e uma delas foi José de Alencar. Críticas à parte. Esse grande romancista me trouxe pra perto da vivência de nossos índios e das minhas raízes. Ler teus romances indianistas me despertaram para a riqueza do imaginário de meus ancestrais, e com tuas histórias me transportei para as florestas, mares e rios. E consegui compreender o que me preendeu aquele olhar. A pureza da sua intensidade e a verdade que existe na pureza. Era isso que me faltava. E no meio do caminho tinha um tigre. Tinha um tigre no meio do caminho....
Hoje , voltava do trabalho lendo Ubirajara de José de Alencar, me deparei com algumas histórias sobre o mar, sobre a sua representação mítica para os tupinambás e pensei que seria muito bom compartilhá-las!!!! Ah tem uma também sobre mulheres fortes! Fortes como as ondas do mar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário